terça-feira, 15 de março de 2016

A HISTORIA DO NINTENDINHO - NES







A HISTÓRIA DO NES – O NINTENDINHO

E aí, minhas marmotas da Bragames Brasil.
Aqui quem fala é seu capitão, mais conhecido como Marmota Chefe.

Bom, falar do Nintendinho é algo muito sério para muitas pessoas. Isso porque ele revolucionou a indústria dos games, em sua geração, e trouxe para nós grandes clássicos que são cultuados por muitos, até hoje, como Mario, Zelda, Metroid, Final Fantasy, entre outros.








O cenário na época era muito complicado. A indústria de vídeo games estava vivendo uma época pós-crash. Para se ter uma idéia, as empresas viam vídeo games como algo do passado e que teve uma vida momentânea.

Entretanto, a Nintendo ainda acreditava no mercado de vídeo games domésticos. E seguindo a idéia do designer Masayuki Uemura, começou a projetar o que seria lançado naquele mesmo ano como o Family Computer. Devia ser um videogame mais barato e melhor do que os competidores, e lutando para achar seu espaço entre os computadores pessoais.





Após a quebra total do mercado de games no começo dos anos 80, poucos fabricantes teimaram em produzir; a maioria partiu para computadores pessoais, que era a aposta do futuro. A ideia de ter um aparelho "mais do que diversão" havia seduzido os consumidores (especialmente os pais), e lançar outro videogame era arriscado depois da catástrofe pós-Atari.


NINTENDO NOS ESTADOS UNIDOS




Com pesada ação de divulgação que incluiu telemarketing e demonstrações em shoppings, a oferta inicial foi limitada a Nova Iorque e depois expandida ao país todo (a partir de fevereiro de 1986); o NES chegou às lojas com uma primeira leva de 18 games, entre eles Duck Hunt, Donkey Kong Jr., Excitebike e Super Mario Bros. Eram dois pacotes: um a US$249,00, com o R.O.B., dois controles, uma pistola e os jogos Duck Hunt, Gyromite e Super Mario Bros; o outro a US$199,00, com dois controles e o game Super Mario Bros.






No Japão o Famicom continuava quebrando todas as barreiras de venda, e agora na América era questão de tempo. Gradualmente outros videogames foram encolhendo diante do Nintendo; Master System e Atari 7800 vendiam até dez vezes menos. E ainda pioraria pra eles.

As diferenças entre aparelhos oriental e ocidental eram poucas: o Famicom usava cartuchos de 60 pinos contra 72 do NES. Uma forma de proteção de região. Por isso eram menores, mas podia-se usar um adaptador para rodar games em qualquer console. Sem contar o visual: o americano, mais sóbrio, foi feito para assemelhar-se a um equipamento da sala de estar, ficar ali pertinho do vídeo cassete




O JEITO DURO DA NINTENDO TRATAR DOS NEGÓCIOS

Ao contrário da Atari, que brigou ferozmente contra softhouses que produziam games para seu 2600 (chegou a tomar ações legais contra a Activision), a Nintendo encorajou todos a criarem para o Famicom, mas sob sua autorização e controle de qualidade, entre outras exigências, incluindo uma polêmica: exclusividade — nada de parcerias simultâneas com concorrentes.

Como a essa altura o NES já era líder absoluto em vendas, as desenvolvedoras precisaram aceitar as imposições feitas pela Big N, pois seus jogos precisariam estar no console de maior sucesso do momento. E por este motivo, até mesmo o Master System que era um console superior em termos técnicos ficou em desvantagem nesse quesito.

Chega a ser curioso que a Nintendo hoje em dia, tenha adotado a adotar uma conduta muito similar a da Atari, pois é tão complicado desenvolver um jogo para o Wii U, devido as diferenças técnicas do consoles e formas de negociação da Nintendo. Hoje em dia, para o Wii U, os jogos lançados são desenvolvidos apenas pela Nintendo.







Para garantir que os consumidores adquirissem só produtos que haviam passado pelo seu "ok", a Nintendo criou o 10NES, sistema de detecção baseado em microchips nos cartuchos e console. Se não houvesse a detecção de sua presença pelo hardware, nada de jogo funcionar. Se um console clonado não tivesse o 10NES, idem.

Como o NES era direcionado principalmente às crianças, manteve-se um rígido controle de conteúdo e os games aprovados levavam no rótulo um "Selo de Qualidade". Não que jogos ruins não o recebessem: era uma prova de que o game não tinha conteúdo adulto ou violento. Assim a Nintendo se protegeria de aberrações como as da Mystique, que ajudaram a destruir a Atari no passado recente.

Uma geração de jogadores começou no 8-bit da Nintendo e o único mercado importante em que ele não teve êxito foi o europeu, onde longe da vigência dos acordos americanos, empresas puderam trabalhar com o Master System, que liderou.

QUANDO COMEÇOU A DECAIR

No começo dos anos 90, a Sega vinha de um fracasso quase mundial com o Master System (especialmente nos mercados monopolizados pelo Nintendo), então decidiu investir numa nova plataforma, mais avançada que o concorrente. Era o Mega Drive, que ganhou um pouco de terreno no Japão e depois, muito terreno nos Estados Unidos.

No Japão isso até funcionou, mas no fim das contas, foi um erro. Com a lerdeza, a então nanica Sega foi se firmando e até meados de 1992, abriu folgada dianteira com seu Genesis, fazendo o pequeno prodígio da Nintendo comer poeira pela primeira vez. Só então eles se convenceram que o fôlego do caçulinha havia acabado e entraram de cabeça no SNES, que veio dois anos depois do Mega Drive e demorou algum tempo até equilibrar a disputa.

Mesmo com o 16-bit já em ação, ainda lançaram o remodelado NES2, com um preço aproximado de US$50,00. Ele ficou na praça por seis meses, sendo descontinuado em março de 1994.

Oficialmente o NES foi descontinuado nos EUA em 1995 e o Famicom no Japão continuou recebendo suporte até 2003, quando foi interrompida a produção pela falta de peças de reposição.

LEGADO DO NES

O NES deixou um legado incrível ao mundo, pois além de ser um dos consoles com o maior tempo de vida, ele deixou trouxe de volta ao mundo o desejo por se jogar videogame. Aliás, sua influência foi tão forte, que nos EUA as pessoas mesmo quando iam jogar qualquer outro videogame diziam que iam jogar um Nintendo.

Além disso, foi nessa época em que formas de negociações com as empresas foram sendo construídas e tivemos as exclusividades de jogos para determinados consoles, que perdura até hoje.

No total foram vendidos 62 milhões de consoles. E neles ficaram a infância de muitos, a saudades de outros e grandes aventuras que são lembradas e contadas para os mais jovens.




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